A notícia foi revelada pelo site It's FOSS em 2 de setembro: a Ubisoft vai bloquear For Honor no Linux e no Steam Deck a partir de 10 de setembro. A decisão obriga qualquer jogador que usa o sistema operacional aberto no PC ou o portátil da Valve a abandonar o jogo na plataforma. Não haverá surpresa de última hora nem forma oficial de depois a mudança, segundo a publicação. A citação principal da fonte é direta, ou seja outra: a Ubisoft simplesmente decidiu que Linux não vale o esforço. Para quem já investiu horas em duelos, a notícia derruba uma das principais justificativas de ter apostado no Steam Deck.
For Honor é um tôt em que cavaleiros, vikings e guerreiros se enfrentam em combates online, o que faz do anti-cheat o centro do suporte. A comunidade no Linux só funcionava por cima de camadas de compatibilidade, algo que nem sempre oferece a mesma estabilidade do Windows. O bloqueio significa que, mesmo para quem usava o jogo com sucesso via Proton, deixará de ter acesso a partidas e modo campanha. Sem um comunicado oficial solto pela Ubisoft, a avaliação do It's Bones é de que essa é uma escolha de bagunçar recursos. Para o jogador, no fim, é uma mensagem clara de que a editora prefere não sustentar outras plataformas no mesmo naipe.

Na prática, quem comprou For Honor no Steam Deck terá até 10 de setembro para qualquer partida final. Depois disso, a expectativa é que o jogo sequer abra no feed da Valve e o progresso continue lá, mas inacessível, é tem pouco que fazer além de mexer em Perfil e soluções de terceiros. A comunidade esses círculos costuma ser rápida para tentar quebrar a trava, mas o modelo de proteção anticheating aplicado fica cada vez mais difícil de contornar. O resultado é que o Steam Deck perde um dos games que a galera gostava de mostrar quando sondrenda no novo aparelho. Para a Ubisoft, o movimento indica que a relação de sua biblioteca com Linux é uma demanda que ela prefere deixar para trás.
O recado se soma ao momento em que o SteamOS se quer popularizar com o Steam Deck e outros computadores de mão de aposta. Cada blooter como esse e editora reduz a confiança na ideia de uma biblioteca livre do Windows. Para o consumo do Linux, será mais um exemplo de que o suporte não pode ser escrito como um conto, já que ele realmente não pode ser. É também uma forma de alerta para quem pensa em assinar os mesmos jogos da editora e futuro: não há garantia de que o jogo continue no catálogo aberto por muito tempo. Maior que os fãs de For Honor resta apenas registrar a dor e esperar que, em algum futuro, o Linux volta a ser tratado como público, não como esquecido.
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